Semana passada compartilhamos um post sobre como “Team Building não é tapa buraco”. E, continuando o tema de construção de equipes, compartilho 4 coisas que vão te inspirar a refletir sobre como sua equipe está funcionando atualmente. E, o mais importante,  como você pode iniciar uma transformação mudando o seu olhar.

Começo trazendo o questionamento do modelo de escassez e competição tão inerente em nosso histórico corporativo. Apesar deste modelo estar presente na maioria das organizações, não parece ser o que vai nos levar para o futuro. Em seguida, trago dois estudos muito incríveis sobre elementos que fazem uma equipe se tornar efetiva e funcional ( já adianto, pode baixar a defensiva que estamos falando de muita confiança e interdependência). E por último, trago uma pincelada de cultura corporativa fechando com esta frase de Patty McCord que fez meu olhos brilharem  “Toda empresa deveria estar animada para mudança”.

Então vamos lá.

1- Transformando um grupo de estranhos em uma equipe.

A professora de negócios Amy Edmondson inicia falando de equipes trazendo referência de times esportivos, hospitalares e de produção de filmes. Segundo Amy, se continuarmos com a mentalidade de competição, de escassez, será muito difícil formar equipes.

“Olhem para sua esquerda, olhem para sua direita. Quão rápido você consegue encontrar os talentos únicos, as habilidades e esperanças dos seus vizinhos? E com que rapidez você consegue transmitir como você pode contribuir? ˜

TED

2- “As cinco disfunções de uma equipe”

Em seu livro, Patrick Lencioni conta a história de uma CEO que assume a equipe executiva de uma empresa e como ela lida com cada disfunção que encontra em seu board de executivos. Imagino que você possa se surpreender com as histórias, elas podem parecer bem familiares. Os dois pontos que destaco aqui são : falta de confiança e aversão ao conflito. Quantas vezes sua equipe deixou de abordar algum tópico importante para evitar o conflito? Quantas vezes este tópico foi apenas conversado no desabafo de cafézinho com outros colegas? E sobre confiança, o quanto você confia nas pessoas a seu redor e elas parecem confiar efetivamente em seu trabalho?

Livro

3- Cinco elementos para uma equipe de sucesso no Google.

Outro trabalho incrível foi uma pesquisa realizada pelo Google com as suas equipes internas. O time do Google estava em busca da seguinte reposta: Quais são os elementos que fazem um time eficiente em nossa empresa? Durante dois anos, mais de 200 entrevistas e muita análise de dados, a equipe de pesquisa descobriu um fato muito interessante:

QUEM estava no time importa menos do que COMO os membros interagem, COMO estruturam seu trabalho e COMO enxergam sua contribuição.

Os cinco elementos, em resumo, são:

  1. Segurança psicológica (Psychological safety):  Podemos tomar riscos nesta equipe sem nos sentir inseguros ou envergonhados?
  2. Interdependência (Dependability): Podemos contar uns com os outros a fim de ter uma alta qualidade de trabalho e entregar no prazo?
  3. Estrutura e clareza (Structure & clarity): Os objetivos, papéis e planos de ação estão claros em nossa equipe
  4. Significado de trabalho (Meaning of Work): Estamos trabalhando em algo que é significativo para nós?
  5. Impacto do trabalho (Impact of work): Nós acreditamos que o trabalho que está sendo feito realmente importa?

 

4-  8 aprendizados para construir uma empresa na qual as pessoas gostem de trabalhar

E conectando um pouco mais com cultura ( o que impacta as equipes diretamente), compartilho um vídeo de Patty McCord.  Patty trabalhou 14 anos no Netflix e contribuiu com a construção do guia de cultura da empresa, um material que virou referência de cultura no mundo inteiro. Patty compartilha que está cansada dos jargões de RH “acho que podemos administrar nossos negócios apenas conversando um com o outro como seres humanos regulares”.  Confira as oito dicas no vídeo abaixo.

Vídeo

E então, o que mais te inspirou?

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Analiz é nova integrante da Hümans at Work e tem uma experiência bem diversificada. É engenheira de formação, fez pós graduação em gestão de negócios e recentemente concluiu um mestrado em Digital Management na Hyper Island, uma creative school na Europa conhecida como a Digital Harvard. Começou a sua carreira na indústria e mudou para o setor de tecnologia, assim viveu o mundo corporativo e o mundo das startups. Trabalhou com projetos em diversas áreas, equipes e países e mais recentemente foi responsável por uma área global de Pessoas e Cultura. Ela junta sua curiosidade nata, e a diversidade do que vivenciou, para ajudar os clientes da Hümans at Work a caminhar em direção ao futuro do trabalho. Um futuro mais flexível, mais ágil, com mais significado e ,é claro, mais humano