Por que contratar profissionais talentosos não significa ter a melhor equipe e muito menos garantia de sucesso? E se pensarmos por outro ângulo: se contratarmos profissionais talentosos e desenvolver seus talentos, seus pontos fracos e fortes, pode ser a porta de entrada para o sucesso? Sim! mindset de crescimento, ou melhor: trabalhar líderes e colaboradores para desenvolver suas habilidades, não é o caminho para o sucesso, é o sucesso.

Em seu livro Mindset: A nova psicologia do sucesso, a psicóloga americana e ph.D no assunto Carol S. Dweck, cita um caso clássico de erro no universo do mindset, cometido pela Enron Corporation, uma companhia líder em distribuição de energia em Houston, Texas:

“Em 2001, uma notícia sacudiu o mundo empresarial. A Enron – exemplo de firma de sucesso, a empresa do futuro, havia naufragado. O que aconteceu? Como uma promessa tão espetacular pôde se transformar em desastre monumental? Teria sido incompetência? Teria sido corrupção?

Foi o mindset. Segundo Malcolm Gladwell, num artigo na revista New Yorker, as empresas norte-americanas passaram a ter obsessão pelo talento. Com efeito, os graus da McKinsey & Company, a principal firma de consultoria em gestão no país, afirmava que o sucesso empresarial nos tempos atuais exigia ‘o mindset do talento’. Assim como há talento nato nos esportes, diziam eles, há também talento nato para os negócios. Assim como os clubes esportivos contratam talentos fenomenais por enormes somas de dinheiro, as empresas também não deveriam conter as despesas no recrutamento de talentos, pois, essa é a arma secreta, a chave para vencer concorrentes.

Gladwell escreveu: ‘Esse mindset do talento é a nova ortodoxia do mundo dos negócios nos Estados Unidos. Ele definiu a cultura institucional da Enron e semeou a ruína’.”

A Enron entendeu errado o contexto e a onda de mindset que permeava os Estados Unidos. O que o universo empresarial dos Estados Unidos queria dizer, é que existem várias maneiras de mindset, e a maneira que faz uma empresa decolar para o sucesso é o mindset de crescimento: o funcionário, colaborador e empresário acreditam que habilidades podem ser desenvolvidas por meio de muito trabalho, boas estratégias e orientação.

Organizações pensam assim como seus colaboradores e, sua forma de enxergar os desafios e as próprias habilidades, vai revelar como elas lidam e dão respostas emocionais, cognitivas e comportamentais às experiências.

Os gestores que aplicam o mindset fixo, buscam simplesmente o talento existente e isso é tudo. Não desenvolvem as habilidades competentes e incompetentes de seus colaboradores. Gestores que investem em mindset de crescimento acham bom ter talento, mas entendem que esse é apenas o ponto de partida, e que para bons resultados, há muito que ser desenvolvido em seus funcionários.

Quando se fala neste desenvolvimento, fala-se em treinamento. Treinar líderes, gestores e colaboradores para acreditarem no crescimento. Seja com um workshop sobre mindset, ou seja com uma atividade que desenvolva essas habilidades.

“Quando estamos no mundo dos líderes de mindset de crescimento, tudo muda. Ilumina-se, expande-se, enche-se de energia, de possibilidade” (Carol S. Dweck – Mindset: a nova psicologia do sucesso).

Para criar um ambiente onde os indivíduos possam prosperar, apresentar suas habilidades, transmitir genialidade ou o tão esperado talento; dar feedback de forma que promova aprendizado e o sucesso, apresentando recursos, nós falamos de mindset de crescimento. E quando não queremos promover nenhum aprendizado e estagnar nossas organizações, nós falamos de Enron. Falamos de mindset fixo, onde o talento é encontrado e nada é desenvolvido.

Mindset é uma nova maneira de trabalhar o nosso pensar, e quando aplicado de maneira correta, ele tem um impacto fundamental sobre o sucesso. Com o mindset certo, podemos alcançar objetivos pessoais e profissionais. Assim, criamos uma cultura de evolução não apenas em ambientes empresariais, mas sim, evolução nas pessoas. Na forma de trabalhar e na forma de ser cada vez mais, um ser humano melhor.